domingo, 13 de janeiro de 2013

Pequena nota filosófica

Que me desculpem os ateus, mas é muito simplista não acreditar em algo só porque não vemos, tocamos ou comprovamos. Seria muito pobre pra mim pensar que não existe uma alma ou algo do tipo, que somos apenas uma simples matéria, desprovido de todo resto.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

(Des)organização

Foto de como estará meu quarto em 2015. Minha mãe pira!!!
Organização nunca foi o meu forte. Sempre fui do tipo que deixava a toalha em cima da cama, ou "esquecia" a chave de casa pra mais tarde encontrá-la misteriosamente no próprio bolso. Que beleza né? Mas aí, vem o final da adolescência, início da vida adulta, correria, trabalho, cobrança, stress e uma certeza... ME FUDI!!! 

É fato que ao longo da minha experiência no mercado de trabalho, me surpreendi comigo mesmo ao perceber que existiam zilhões de pessoas piores do que eu, desleixados ao extremo. Mas o grande problema é que perfeccionista que sou, fico criando dilemas e tentando vencer esse defeito que tenho, não aceitando esse tipo de comportamento em mim mesmo. Já tentei agenda do celular, agenda pessoal, agenda no próprio software do trabalho, mas tá complicado. 

Confesso que melhorei bastante e tenho uma noção de organização maior do que há um ano atrás por exemplo, quando tive que morar pela 2ª vez longe dos meus pais (primeira vez sozinho), e me deparava  com os "deveres" de casa. Mas também aprendi uma lição. Organização não é questão de idade, é uma questão biológica, científica ou sei lá que diabos. Tudo, menos questão de idade. Existem pessoas predispostas a esse tipo de qualidade (defeito, se virar mania) e eu não sou uma delas. Com o tempo podemos melhorar sim, mas isso não porque estamos mais maduros, ou coisa do tipo, mas as situações nos obrigam a isso e com o tempo criamos o hábito, e repetimos aquilo, só isso mesmo.

Ligue o foda-se contra a rotina exagerada, entendido?
Creio que ainda vou passar por algumas (más) situações, resultante desse desmazelo, em casa, no trabalho, no relacionamento, ou por onde transitar. Independente disso, sei que se me essa (des)organizção também tem seus efeitos positivos. Por um lado me deixa mais disperso, negligente, por outro, me torna mais concentrado, focado. Sim, minha desorganização me traz, foco, visto que se deixo algumas coisas de lado, é porque tomo elas como acessórias e me atenho apenas ao objetivo central e na minha modesta visão, produzo bem, a partir disso. 

Assim, sigo minha vida caminhando por linhas tortas, fazendo desvios, mas visando o mesmo objetivo, porque pensando bem, se a vida fosse só rotina, perderíamos o prazer da surpresa, o medo do desconhecido, perderíamos a beleza que é, viver.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Admirável Mundo Novo

Alguns falam em evolução, que evolução? Se olharmos friamente para a sociedade contemporânea, poderemos notar que estamos vivendo muito próximos de um certo canibalismo. Não, no sentido literal da palavra, mas de uma forma implícita e muito mais cruel, psicológica e muito mais profunda.

Novos horizontes

Há mais de um ano parei de postar coisas aqui no meu blog. Vários fatores influenciaram para que eu não atualizasse mais as postagens. Vou enumerar alguns:


  • Falta de tempo - Da última postagem (12/07/2011, faz tempo hein?), tive algumas novas responsabilidades e tive que modificar o meu foco. Trabalho novo, morei durante seis meses sozinho e longe de casa e isso consumiu meu tempo em atividades que antes não fazia parte da minha rotina.
  • Preguiça - Esse é um dos mais relevantes itens, pois apesar de toda a "novidade" que se passou, de todo tempo ocupado entre casa, trabalho e viagens, restaria um tempo para escrever algo. Portanto, volto a focar aqui a questão do foco (redundante né?, ou seria outro vício de linguagem, ui), já que tive muita preguiça de escrever por aqui e pensei se realmente era interessante anotar minha percepção sobre as coisas nessas páginas.
  • Falar para ninguém - Está aí uma coisa que me faz pensar duas vezes, antes de fazer uma nova postagem. Pra quem estou escrevendo? Que bulhufas faço no meu notebook em plena madrugada para postar algo que ninguém lê, isso me passou trocentas vezes na cabeça. Notícia boa sobre isso, é que f*da-se, vou continuar escrevendo pra ninguém, numa espécie de por amor às causas perdidas, o blog é meu e é de graça mesmo (obrigado google). Melhor que ficar gastando papel e sendo não-sustentável.
Visto tudo isso, espero postar com mais frequência por aqui, divulgando inclusive textos que vão estar no novo portal "A voz do Campo" a partir desse mês creio eu. Vou tentar buscar um direcionamento melhor para o "Hibridologia", mas de momento, o certo é que vou continuar divagando sobre coisas diversas.

É isso, até os próximos encontros.


terça-feira, 12 de julho de 2011

Champignon de volta ao Charlie Brown Jr.



Em um comunicado no site oficial o Charlie Brown na pessoa de Chorão anunciou a volta de Champignon à banda. Baixista da formação original, estava fora da banda desde 2005, após um desentendimento entre Chorão e os demais integrantes na época (Marcão, Pelado e o próprio Champignon).

A possibilidade do seu retorno era forte e foi comentada aqui no próprio blog no post de 21 de maio.

Ele volta ao Contra-baixo no lugar de Heitor, baixista também de muita competência e técnica apurada e que gravou 3 cd's em estúdio com a banda. Porém, mesmo com a qualidade de Heitor, todos (ou a maioria) dos fãs de CBJr. com certeza esperavam pela volta de Champignon, que foi eleito pela Bass Player, o 4º maior baixista do mundo no auge da banda.

Esse momento, enfim, chegou. Welcome again, Champz!!!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Crônica: Amizade


Amizade...

Nem sempre temos os amigos mais corretos, os bem vistos pela sociedade, os que nossos pais planejariam.

Talvez os amigos de ontem, não sejam mais os de hoje, e voltarão a ser amanhã (ou não).

E a vida segue, e os amigos nos enchem de orgulho, nos decepcionam, ganham responsabilidades, somem, voltam e enfim, comemoramos, perdemos um dia de aula pra isso e, posteriormente, ganhamos mais um, na final do semestre.

Compartilhamos momentos, músicas, livros, conversas, discussões e brigas, mas conseguimos nos manter fortes, tendo sempre um ombro companheiro ao lado, e oferecendo o nosso quando víamos que a necessidade alheia era maior. E isso já nos impediu de desmoronar várias e várias vezes.

E então, daí vem trabalho em outra cidade, filhos e responsabilidades aumentadas e quase não nos vemos, a "turma" se desfaz e se torna cada vez mais difícil de se ver, é cada um com a sua vida.

E porque esses amigos? Porque não aqueles que lhe indicaram, aqueles que são tão amigos de outros?... Realmente amizade não se escolhe. Meu melhor amigo pode não passar de um idiota pra você. Eu posso não passar de um idiota pra você. E você pode não passar de um idiota pra nós. E quem está certo nisso? Ninguém está certo, existem pessoas certas em momentos certos e que acabam transformando as experiencias em algo que jamais esqueceremos.

Enfim, mesmo com a distância, a esposa, rotina, trabalho, filhos, tenho certeza que iremos lembrar de todos momentos juntos, e entre uma cerveja e outra vamos ligar pra nos reencontrarmos por um momento, pra falar nem que seja por dois minutos e nesse tempo falar besteiras e coisas sem sentido pra quem fala, mas que na verdade fazem muito sentido pra quem está escutando e sabemos disso. Simplesmente amizade.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Descriminalização da Maconha "Sim" ou "Não"?

Manifestantes da "Marcha da Maconha" em São Paulo
Nas últimas semanas um debate que vez ou outra aparece nos noticiários acabou ganhando força através de marchas em várias capitais e de espaço na mídia de grande massa. Falo do debate sobre a descriminalização da maconha, algo delicado de ser tratado com seriedade pela sociedade brasileira.

A marcha da maconha que está acontecendo em diferentes datas em várias cidades (proibidas em boa parte delas) busca levar o debate às autoridades, pais e a toda sociedade sobe a descriminalização (ou não) da maconha.

De um lado os defensores, afirmam que isso ajudaria na diminuição da força do tráfico, visto que a droga é uma das fontes de receitas do crime organizado, além de afirmarem que os prejuízos do consumo da maconha seja menor do que o cigarro e álcool.

Do outro lado, os que defendem a legislação atual, alegam que a maconha como qualquer droga traz prejuízos ao usuário e a todos incluídos no seu círculo social, além de ser a porta de entrada para outras drogas.

Ambas as partes envolvidas tem outras questões a defender, porém que não vou elucidar aqui, por não ter total propriedade do assunto, além do que isso daria muito mais de post.

Policiais dispersam pessoas da marcha
que foi proibida pela Justiça
Bem, o debate foi levantado e tem tomado um certo corpo nos últimos anos, porém, ainda vejo, diante dos úlitmos fatos, que o Brasil ainda vive situações próximas da ditadura, com a Justiça proibindo a marcha em muitas capitais e a repressão policial, obedecendo ordens superiores dessa mesma "justiça". Esse é o grande Brasil que trata esse assunto como algo secundário, deixando de amadurecer políticas públicas para melhorar a situação de viciados nesta e outras drogas, preferindo jogar pra debaixo do tapete. Tratam isso como assunto de segurança, quando isso, antes de tudo é um problema social, um problema de saúde pública. A mesma sociedade hipócrita que diz não à maconha e deixa seus filhos se perderem no álcool ou tabaco.

Termino esse post indicando dois vídeos, um deles de uma matéria exibida no Fantástico no último domingo (30 de maio) que mostra uma prévia de um documentário que fala sobre a descriminalização da maconha (Quebrando o Tabu) e conta com as participações de ex-presidentes, entre eles Fernando Henrique Cardoso e Bill Clinton. O outro, novamente um documentário (Grass - A verdade que poucos sabem e muitos deviam saber), que fala sobre o histórico de repressão à erva nos Estados Unidos e deixa a pergunta se todo esse valor gasto pelo governo americano realmente vale a pena. Para esse último vídeo é necessário estar logado no youtube, pois o vídeo é recomendado para maior de 18 anos.





Entre o sim e o não, fico com a terceira opção, o debate. Espero que a sociedade possa conduzir essa questão da forma mais imparcial possível para que possamos dar mais um passo rumo a melhores políticas de drogas no país. Isso sim é preciso.